quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estilo normando

... As casas também me chamavam atenção. Aquelas fachadas com toras de madeira em forma de X estão em todo lugar. Antes eu chamava isto de estilo germânico, lembrando-me das fachadas das casas alemãs que eu conhecia. Como não estava na Alemanha, achei que haveria outra denominação. Quem sabe, trata-se de um estilo normando...

Na época em eu era aluno de engenharia, estudei a mecânica e a resistência de materiais. Aprendemos que estruturas de nome treliças são as mais fortes formas de se construir um arranjo estrutural. Uma espécie de triângulo de forças. Aquelas fachadas lembraram-me as treliças. Com um único X, pode-se criar quatro triângulos.

Os homens da idade média já pareciam saber disto. Suas casas ainda estão em pé. Interessante... Em Rouen, situa-se o mais antigo restaurante de toda França. Data do século XIV, ou seja, tem setecentos anos. Ele é feito com treliças. Nossas vidas poderiam ser feitas de treliças. Como seriam treliças que nos construiriam?

Que maluquice de pensamento... ou, quem sabe, já sejamos feitos de treliças, afinal, não somos corpo, alma e espírito? Bem, se isto tem fundamento, então por que não duramos? Talvez, o problema esteja na distribuição das forças. Sobrecarregamos o corpo, esquecemo-nos do espírito e vendemos a alma. Desta forma, não há homem que resista. Trecho de meu livro, escrito em 2004, Rouen, França.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O vencedor ensina-nos a vencer

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á" Mat. 7:7-8

Jesus investiu grande parte de seu ministério nos ensinando. Quando somos ensinados, alcançamos entendimento. E este entendimento é como um presente que capacita aquele que o recebe a efetuar a obra que o SENHOR lhe confia.

Quando Jesus faz a declaração registrada em Mateus, capítulo 7, versículos 7 e 8, Ele revelava um grande segredo. O desejo de Cristo é que seus filhos alcancem alvos em suas vidas, agindo em perseverança, através de um relacionamento com o Espírito Santo.

Nas instruções dados por Cristo, Ele mesmo nos incita a trilharmos até três etapas na busca por resultados: PEDIR, BUSCAR e BATER. Vejamos cada uma delas.

PEDIR

A 3º lei de Newton nos afirma que a cada ação corresponde uma reação. A Bíblia nos ensina que há uma lei espiritual semelhante. A ação de PEDIR dispara o princípio: Pedimos e recebemos. O PEDIR é a ação e o receber é a reação. “Pedi e dar-se-vos-á”, afirma o texto sagrado. E continua: “Pois todo o que pede recebe”. Aqui vale a pena destacar: Esta não é uma exceção, é a regra. Também não é para alguns cristãos, porém para todo cristão, desde que ele peça.
Neste nível de oração há o envolvimento entre EU e DEUS. Aquele que pede e aquele que dá. Somos somente nos dois, face a face, olho no olho... Ele aguarda que eu peça e eu aguardo que Ele responda.

O PEDIR é o fundamento do alcançar alvos com êxito. É o princípio básico. Eu peço e espero que o SENHOR aja. Esta é a primeira etapa.

BUSCAR

Na seqüência, Jesus nos dá a liberdade de BUSCAR por aquilo que havíamos pedido. Este nível está alicerçado no fundamento anterior. Funciona como uma escada. Não se pode construir um segundo degrau sem que ele esteja apoiado no primeiro. Nesta etapa, já não encontramos mais um cristão acomodado, pois o BUSCAR denota uma ideia de ação. Então, estão presentes EU, DEUS mais a AÇÃO.

Quando agimos, significa que temos maior fé do se assim não fizéssemos. Não simplesmente acomodamo-nos aguardando uma resposta, porém nos movemos com o objetivo de encontrar a resposta. Este é um nível mais sofisticado na busca dos alvos no Reino de Deus.

Exemplo bíblico é a história de Ana. Orou pedindo a Deus um filho. Ela alcançou o “SIM” de Deus quando PEDIU. No entanto, se ela não tivesse mantido uma relação com seu marido, nada teria acontecido. Mais tarde, ela viu, porque agiu, porque buscou. Ou ainda, Moisés, que pedia a Deus ajuda diante do Mar Vermelho, porém Este o advertiu: “Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem”, ou seja, agora não é hora de pedir, mas de agir! Êx. 14:15.

BATER

Jesus nos afirma que a conseqüência do BATER é o abrir. Nesta etapa envolvemo-nos EU, DEUS a AÇÃO e o PRÓXIMO. Por quê?

Quando bato, obviamente espero que outro abra, pois se eu mesmo pudesse abrir, não teria batido. Este nível de oração é o que Deus deseja que alcancemos e pratiquemos, pois é nele que envolvemos pessoas. Este nível é mais nobre que o primeiro, pois não nos envolvemos somente com Deus, sem nos relacionarmos com outros.

No BATER também está implícita a especificidade do alvo. Significa que amadurecemos a ponto de encontrar exatamente aquilo que buscamos indo em direção a ele. O BATER também é a ação do coração. É ele quem BATE. Deus olha e vê que seu batimento é aquilo que expressa seu íntímo e contribui para que a porta seja aberta. Muitas vezes não recebemos o que pedimos porque Deus sabe que na verdade nosso coração não bate aquilo. Quantas vezes pedimos coisas hoje que nem mais nos lembramos no dia seguinte?

Para alcançarmos algo, precisamos que nosso próximo nos ajude. É por isto que necessitamos uns dos outros e até mesmo daqueles que não suportamos. Nas mãos daqueles que não suportamos está a chave para determinadas bênçãos que temos pedido incessantemente a Deus.

Devemos nos relacionar bem uns com os outros e sempre nos perdoar. Deus espera que tenhamos paz com o outros, pois Ele sabe que aquilo que anelamos está nas mãos do nosso irmão. Foi Deus mesmo que quis que fosse assim. É a maneira dele nos envolver um na vida do outro. Se tudo dependesse de nós mesmos, quem suportaria nossa arrogância? Só estamos onde estamos porque alguém acreditou em nós algum dia ou não.

A falta de perdão é o fracasso do homem. Significa que nunca alcançaremos muitas coisas durante toda vida. Não que Deus não nos deseje abençoar. Isto não tem nada a ver com Ele. No entanto, Deus olha para nós e diz: “Filho, não está comigo, está com teu irmão...” E nosso próximo nunca nos abrirá a porta.

APLICAÇÃO

PEDIR, BUSCAR, BATER foram citados nesta ordem não por acaso.

Conforme crescemos na vida cristã, Deus deseja que amadureçamos em nossa carreira e maneira de nos relacionarmos com Ele. Por isto, temos a liberdade dada por Cristo de trilhar três etapas.

Quando éramos crianças, nossos pais entendiam nossas atitudes de crianças e seria incoerente se nos exigisse algo fora de nossa capacidade. No entanto, é esperado de um adulto um comportamento condizente com sua estatura.

Alguns alcançam no PEDIR, outros ao BUSCAR, e ainda outros, ao BATER.

Muitos não alcançam porque só pedem, outros até buscam e acham, porém não batem. E é por isto que muitas vezes eu e você nos frustramos.

A estatura espiritual em que nos encontramos ou a que Deus deseja que alcancemos determinará em qual destes níveis devemos trilhar. É através de um relacionamento com o Espírito Santo, em que Deus gera em nós o querer e o efetuar para que alcancemos alvos no Reino de Deus.

Devemos agir, pois a fé sem obras, sem ações é morta. E sem um relacionamento com o Espírito Santo, nunca saberemos o que PEDIR, quando BUSCAR e onde BATER.

No fundo, quando trilhamos estes três níveis em direção à conquista, alcançamos um maior envolvimento e conhecimento de Deus. A oração é o pretexto de Deus para que estejamos mais perto Dele. Eis a razão porque isto é assim. Ministração para o culto de juniores e adolescentes em 07/03/2009, sob o título Jesus, o Mestre.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Acorda, Pedro!

Momentos antes de Jesus ser levado preso, ele dava suas últimas orientações aos seus discípulos. Conhecedor das profecias a seu respeito, declarou aos que o seguiam uma passagem:

“Ferirei o Pastor e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galileia” Mat. 26:31-32.

Com isto, Cristo dizia a eles: "Quando me virem sendo preso, saiam, corram, dispersem-se. Encontrem-me mais tarde na Galileia". Pedro ainda não levava muito a sério seu Mestre Jesus. Após ouvir a orientação, opôs-se a ideia, ao invés de sair, e preparar suas malas para a viagem...

Mas Jesus replicou: "Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes" Mat. 26: 34.

E Pedro continuou a duvidar: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei..." Mat. 26:35.

Mas Cristo conhecia as Escrituras e também conhecia a Pedro, e assim, sabia que em breve seu discípulo estaria se metendo em confusões e apuros... Jesus não quis discutir, mas intentou ensiná-lo. Uma lição que jamais esqueceria para o resto de sua vida.

Como parte do plano para livrar Pedro, Jesus foi orar e o levou junto consigo. Ele sabia que a oração levaria Pedro a alcançar o entendimento de que necessitava. Na presença de Deus ele teria seu entendimento aberto para que compreendesse as Escrituras. Também levou consigo os dois filhos de Zebedeu.

Jesus afastou-se para a oração. Ao retornar, viu que os discípulos dormiam. Como alcançariam a revelação de Deus sem comunhão com Ele? E nesta ocasião, Cristo revela a Pedro antecipadamente o motivo do seu futuro fracasso:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Mat. 26:41.

Vigiar é o mesmo que observar atentamente. Observar o que? A orientação que Cristo havia dado. Pedro havia desprezado a Palavra, não dando ouvidos a ela. Mas Jesus o advertiu dizendo que deveria vigiar nela, e orar, porque a oração traria a ele a revelação, o entendimento de que necessitava. Sem o entendimento não há obediência.

Jesus foi bem claro ao dizer que esta revelação o impediria que "entrasse em tentação", ou seja, existe um lugar de perigo, de exposição ao mal. E nele Pedro não deveria penetrar, para que não falhasse.

Cristo também mostra que compreendia perfeitamente o coração de Pedro quando afirma: "...o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca". Aqui, Jesus afirma que entendia Pedro e sua disposição em segui-lo até a morte como afirmou minutos atrás. A veemente afirmação de Pedro: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei", retrata seu espírito pronto.

Contudo, Jesus sabia que apesar da prontidão do espírito, a carne não estaria disposta ao mesmo. E por isto, deveria seguir a orientação e correr para não entrar no local da tentação. Mas Pedro não entendeu isto. Minutos depois a Palavra se cumpria. Os soldados chegaram e os discípulos dispersaram-se:

"Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram" Mat. 26:56.

Pedro continuava a desobedecer. Ao invés de correr, tentou defender a Cristo e cortou a orelha do soldado. Nesta hora foi repreendido mais uma vez...

Depois que todos dispersaram, Pedro continuou em sua sequência de equívocos. Na verdade, ele deveria ter se dispersado com os demais. A Palavra porém afirma:

"Mas Pedro o seguia de longe, até o pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se..." Mat. 26:58.

Jesus ensinou-lhe que vigiar e orar fariam com que não entrasse em tentação, mas agora, Pedro "tendo entrado, assentou-se..." Ao entrar no pátio, Pedro estava exposto desnecessariamente ao perigo. Ali ele estava vulnerável. A partir de então, foi alvejado por uma sequência de tentações. Pedro viu os soldados batendo em Jesus. Teve medo e o fruto foi negar ao Mestre. Sua carne revelou fraqueza. E agora, onde estava aquele Pedro de espírito pronto, disposto a morrer por Cristo?

Quando o galo cantou, Pedro acordou. O galo foi o despertador, ou seja, Pedro entendeu a estupidez que cometera. Ele entendeu finalmente a orientação de Jesus e de que ali não era o lugar em que deveria estar. Depois disto, agiu:

"Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. e, saindo dali, chorou amargamente" Mat. 26:75.

Somente quando Pedro obteve o entendimento, agiu em obediência. Saiu de onde nunca deveria ter entrado. Mas, era demasiadamente tarde. Agora, sofria desnecessariamente tremenda dor.

Pedro aprendeu a duras penas a vigiar. Mas agora, trilhava o caminho certo:

“Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes ordenara.” Mat. 28: 16.

Pedro compreendeu que, a observância e o entendimento, teriam poupado seu coração de todas aquelas amarguras. O entendimento vem em nosso relacionamento com o Espírito Santo através da oração. Escrito em 05/06/2009

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Minhas primeiras letras

Ainda me recordo das minhas primeiras letras. Eu completara meus sete anos e meus pais me colocaram na escola. Era a primeira série.

Antes disto, porém, um dia lá em casa, meus pais conversavam sobre o fato de seus filhos irem à escola aprender. Conversa vai, conversa vem, e eu, como toda criança que gosta de elogios e atenção, escrevi num pedacinho de papel as vogais, tais como as apresento abaixo:


Corri até a minha mãe, orgulhoso de mim mesmo e mostrei o que eu fizera. “Viu mãe como já sei as vogais!”, disse com contentamento. “Estão certas, não é mesmo?” Ela concordou.

Então eu fui para a escola. Um dia, a professora pegou nossos cadernos de caligrafia para uma tarefa. Ela escreveu as vogais e pediu que copiássemos até que a folha acabasse. Copiava, até que percebi um sinal nada familiar. Então pensei: “O que é isto? A professora deve ter se enganado...”. Terminei a tarefa e entreguei o caderno para a professora, que ao verificá-lo, pareceu confusa. Eis o que ela viu:



Mediante tal resultado, chamou outra professora e mostrou o que eu escrevera. “Por que será que ele fez isto?”, perguntou-lhe. Ela respondeu: “Não sei... Peça que faça novamente”. E assim foi. A professora apagou e eu consertei. Ela nunca soube o porquê daquilo. Mas eu sabia. Obviamente, eu tinha mais confiança na minha mãe do que em qualquer outra pessoa. Então cedo, logo entendi, que atrás de cada ação há um pensamento, por mais incompreensível que possa parecer.

Passaram-se os anos. Tentei melhorar minha escrita. Certamente ainda não sou de todo bom neste ofício. Por isso, peço aos caros amigos, que se em algum momento um erro eu cometer, não me julguem tão severamente, pois ainda tenho muito que aprender... Escrito no verão de 2006.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

A receita e o bolo

Alguns dias atrás, ao meditar em um texto da Palavra de Deus, veio-me a mente uma imagem: um homem com uma receita de bolo nas mãos. Inquestionavelmente tratava-se de uma receita deliciosa, e o homem gabava-se de conhecê-la. Onde ele ia, mostrava aquela receita aos seus amigos e a lia com entusiasmo, tentando convencer aos que o ouviam que saborosa receita era!

Por fim, viu algo que mudou sua vida: encontrou outro homem com um delicioso bolo em suas mãos, feito da mesma receita que ele tinha nas suas.

Caindo em si, finalmente entendeu: seu maior prazer, encontraria em praticar, e não somente em conhecer...


E o texto no qual eu meditava é:


"Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" Tiago 1:22.

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Ser mestre: uma grande responsabilidade


"Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo" Tiago 3:1.

É necessário que tenhamos um entendimento correto da Palavra de Deus para não cairmos em erros e levarmos muitos a praticá-los. Por causa disto, infelizmente, existem muitas heresias e falsos ensinamentos. Acredito que tais erros, na maior parte, surjam, não de forma intencional (afinal de contas, qual pregador consciente de sua responsabilidade em Cristo gostaria de cometer uma heresia?). Todavia, falsas interpretações podem levar milhares ao inferno e, é verdade que muitos são usados pelo diabo.

Recentemente, ouvi de um pregador que Martinho Lutero ajudou na colonização dos Estados Unidos da América, indo de cidade em cidade e fundando vilarejos (motivo pelo qual esta seria uma nação de maioria protestante). Pelo que a história conta, Martinho Lutero começou a Reforma, na Europa, por volta do ano de 1517, século XVI, ou seja, a América era recém descoberta.

Os Estados Unidos da América foram colonizados pelos ingleses muitos anos depois e, Martinho Lutero, um alemão, nunca colocou seus pés em continente americano. Não serei conservador e farisáico a ponto de elevar a erudição ao princípio mais importante na pregação do Evangelho. Os próprios apóstolos Pedro e João foram considerados "indoutos e iletrados" (Atos 4:13), porém, o Espírito de Deus agia através deles e os doutores da lei ficavam admirados com sua sabedoria.

Tenho consciência de que a revelação do Espírito Santo está acima de qualquer conhecimento humano. Contudo, preocupa-me que um erro como o citado anteriormente coloque em xeque a credibilidade do pregador e da pregação, pois, se há um erro como este, quantos outros conceitos e informações incorretas existiriam na mesma mensagem transmitida? Necessitamos manejar bem a Palavra de Deus, como sugere o Apóstolo São Paulo a Timóteo (II Timóteo 2:15) e, vigiar, para não transmitir mentiras e falsos ensinamentos ao povo de Deus. Trecho extraído do texto Irão realmente os tímidos para o inferno?, escrito em 2004, Rouen, França.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Era uma vez uma igrejinha...


Quero contar uma parábola. Era uma vez uma igrejinha (não usei o diminutivo pejorativamente, porém significa que era uma pequena congregação...), onde havia uma irmãzinha que ficava na porta da frente recepcionando aos que chegavam. Ela tinha uma sorriso lindo e transmitia através dele, paz, simpatia, gentileza e amor notável a todos quantos a cumprimentavam.

Um dia um casal não cristão que há muito tempo planejava uma visita a igrejinha que ficava a poucos metros de sua casa, foram recepcionados pela irmãzinha. Aquele sorriso ao recepcioná-los tocou profundo no coração de ambos e eles se sentiram tão bem recebidos e amados que começaram a freqüentar as reuniões. Aceitaram a Cristo e começaram a fazer parte do corpo.

Alguns meses depois, numa reunião familiar, o jovem homem compartilhou com os demais sua experiência de conversão e disse: "Eu e minha esposa fomos tocados pelo amor de Deus neste lugar no dia em que chegamos, e aquela senhora na portaria nos recebeu. Entendemos muito pouco acerca do que o pastor pregou, pois para nós tudo era novo, porém o sorriso dela nos cativou". Ouvindo isto, muitos outros irmãos sorriram e disseram que com eles havia ocorrido o mesmo. Deus usava aquela irmã na portaria para ganhar almas e se dependesse somente do pastor, quem sabe o casal nem mesmo tivesse retornado.

Muitas irmãzinhas nas portarias têm conquistado almas para o SENHOR. Fica evidente que o local onde Deus nos colocou é o melhor local reservado em todo universo. O lugar daquela irmãzinha não era um púlpito, nem uma sala de aula de escola dominical, porém Deus queria usá-la na portaria, um lugar que aos olhos naturais é menos importante que o altar. Muitas vezes aqueles que estão nos bastidores são os grandes conquistadores. O detalhe é que faz a grande diferença. O detalhe que nem se percebe. Um frango que gira num forno de churrascaria é tentador, sobretudo se se está com fome. A grande decepção é levá-lo a boca e descobrir que não tem sabor. Alguém esquecera de colocar o sal. O sal não aparece mais que o frango, porém sem ele, o frango por inteiro perde seu valor.

Quando eu era criança, costumava fazer fantoches de papel mâché. Eu os construía, porém eles eram tão sem graça... Depois eu pintava uma sobrancelha, pregava os olhos, pintava os detalhes das orelhas e quando terminava um boneco estava pronto. Dependendo do modo como eu pintava, da cor da espuma e lã que colava para fazer seus cabelos, eu criava crianças, mulheres, velhinhos e velhinhas. Os detalhes eram transformadores. Somente a cabeça e os braços não significavam nada.

E, quanto aos discípulos que têm se sentido não mais que um mero detalhe no corpo, gostaria de parabenizá-los, porque, tais como os bonecos que construía, são os detalhes que embelezam e tornam o corpo de Cristo tão maravilhoso. O importante é sempre ser um detalhe, independentemente da posição que ocuparmos. Somos um detalhe maravilhoso cujo único que deve realmente aparecer é Jesus Cristo, pois como disse João Batista: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Adaptado da versão original escrita em 2004, Rouen, França.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Desde pequeno eu tinha um sonho


Desde pequeno eu tinha um sonho. Habitava na mesma casa de meus pais e meus irmãos. Era uma casa pobrezinha, feita de madeira, e tinha um grande quintal. Agradava-me cultivar as flores e desejava ter um jardim.

Um certo dia, tive uma grande ideia: cultivaria meu próprio jardim em frente a minha casa. Carreguei muita terra para cultivar as flores e também a grama. Passava quase todo o dia com os aparelhos de jardinagem trabalhando sobre o solo. As semanas passavam... a grama e as flores cresciam! Isto me alegrava muito.

Quando era quase o dia findo e a noite caia, regava a terra e as plantas. O meu jardim não era ainda como os jardins que via nos filmes ou nas revistas, contudo, o amava muitíssimo.

Um outro dia, meu irmão me chamou. Alguém arrancava a grama do meu jardim: era minha avó! Infelizmente, era muito tarde.

Depois, decidi não plantar mais, pois era muito difícil cuidar das plantas e estudar para as provas da escola. Assim, o tempo passou... mudei-me para uma outra cidade onde encontrei flores nas ruas!

Desde pequeno eu tinha um sonho... e ainda o tenho. Adaptado da versão original em italiano, escrito em 12/08/2008

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sem amor nada seria

"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria..." I Co 13:1-3.

Algumas semanas atrás, recebi em meus braços uma criança. A pequena parecia muito triste e abatida, e segundo sua mãe, estava doente. Abracei a princesinha do SENHOR com muito carinho e a trouxe para a sala de aula.

A maior parte do tempo ela ficou sentada no canto da sala, sem se envolver com as demais crianças. Eu a observava de vez em quando, para ver se ela continuava bem... e ela de vez em quando vinha e me envolvia com um abraço, e depois, retornava ao cantinho dela...

Em determinado momento, ao vê-la tão inerte, pensei: "Vou orar por esta criança". No entanto, um segundo após meu pensamento, um sentimento invadiu-me: "Não ore!". Fiquei confuso. Como não oraria por ela? Mesmo assim, obedeci, esperando entender o porquê daquilo.

Conforme o tempo passava, envolvíamos todos nas atividades de sala de aula. A princesinha vinha e foi acolhida com muito carinho, abraços, beijos e atenção. No final daquela aula, coloquei-a em meus ombros e corríamos de um lado para outro da sala. Ela ria e se divertia e eu nem sabia o que estava fazendo, pois em nenhum momento agi pensando em levantar seu astral.

Logo, chegou o fim. A mãe da criança veio, e a levou. Alguns minutos depois, aquela mulher retornou com um dos maiores sorrisos que eu jamais vi em seu rosto. Ela perguntou-me com regozijo: "O que foi que tu fizeste com minha filha?" No primeiro instante eu não entendi sua pergunta. Contudo, ao compreendê-la, respondi: "Eu não fiz nada", e já não era a mesma criança que fora deixada por ela naquele lugar. Uma lição aprendi desta história: Não importa o que fizesse, sem amor, nada seria...

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Aprendendo a sonhar


"Ao homem que é capaz de crer de todo o seu coração e toda sua alma, digo, verdadeiramente, que Jesus Cristo esta voltando... Haverá algo impossivel que este homem possa crer, sonhar e alcançar? Haverá sonho humano inacessível? Você vai até aonde seu sonho alcança. Se sonha pequeno, alcança pouco; se sonha grande, alcança muito. É como uma semente: pode parecer fraca e insignificante, porém ela se tornará numa flor de beleza insuperável... ou numa árvore frondosa... Basta crer e investir.

Sonhar não custa nada! Sonhar é grátis! Você não precisa sequer um centavo no bolso ou um carro importado na garagem! Basta ousar e olhar além. Quanto mais longe melhor... e acreditar, que irás alcançar. Digo isto porque creio nisto. E se alguma coisa alcancei, é porque em primeiro lugar cri em Cristo e como disse o Apóstolo São Paulo: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" (Filipenses 4:13). Escrito em 11/02/2004, Rouen, França.

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O violino


O violino. O que falar sobre ele? Talvez começar com uma das inúmeras descrições que encontramos tais como: "pequena caixa de madeira...", ou, "instrumento musical da família das cordas...", ou ainda, "instrumento musical cujo som é obtido através do atrito de um arco...".

Inúmeras são as descrições que vi até hoje e não me atrevo repetir. Quero falar daquilo que nunca ninguém falou e gostaria de fazê-lo de forma especial. O violino é um pequeno instrumento capaz de transportar as mais remotas dimensões dos sentimentos. Ele com seu arco é capaz de tocar o fundo da alma. Aliás, o violino também tem alma. Os sons obtidos de suas cordas transformam sentimentos abstratos e invisíveis que fazem parte somente do mundo daquele que o detém, em ondas mecânicas captadas pelos ouvidos de tantos quantos estiverem ao seu alcance, fazendo-se entender no coração desses.

O violino é um materializador de emoções. Em mãos hábeis ele se torna oporta-voz de quem o manuseia. Um universo de sons e melodias é produzido por ele, e saber tocá-lo é o mesmo que comunicar em uma linguagem que somente a alma pode interpretar. Sinto como se ele possuísse personalidade própria. Quando estão reunidos numa orquestra evidenciam sua força; sozinho, sua beleza. Ora torna-se melancólico, ora colérico.

Sua expressividade é fascinante. Com ele nós homens somos capazes de produzir chuva, sol, ventos e desta forma alegrando ou entristecendo seus ouvintes. Somos capazes ainda de hipnotizar uma plateia que se entrega as delícias e ao prazer de cada nota produzida.

Esta mesma plateia retribui quase que em um delírio coletivo, manifestando-se através de aplausos e gritos de agradecimentos. Ele é um instrumento perigoso... pode manipular os sentimentos. Não é fácil domá-lo, pois é selvagem. Apesar de sua aparência refinada, elegante e aristocrática é um selvagem. Quem já tentou domá-lo que o diga. Muitos são os que se apaixonam, porém ele não se deixa conquistar. Entendê-lo demanda anos e anos de dedicação. Entregamo-nos por completo e ele não se importa conosco. Passamos horas e horas, dias e dias de estudo... Algumas vezes é preciso deixá-lo, como numa demonstração de orgulho e amor próprio, porém sem efeito. Ele nunca se rende e logo voltamos a colocá-lo em nossos braços. Morremos de saudade e ele parece saber disto.

Quais segredos ele carrega junto a si? Por que é tão difícil compreendê-lo? Ele sempre esconde uma surpresa. Por mais que pareça que progredimos na difícil arte de domesticá-lo, ele, vez ou outra nos mostra quem na verdade tem o controle da situação e ele faz isto da maneira mais irritante possível. Nos faz sofrer quando grita naquela"arranhada" que produz por um golpe de arco mal conduzido. Lógico que não foi nossa intenção, mas ele faz de propósito,ou quem sabe seja parte de sua natureza, mais nada.

Algum dia deixar-se-á vencer? Conseguirei compreendê-lo? Tenho a impressão que no passado alguns conseguiram ou chegaram muito perto. Bach, Vivaldi, Paganini, Brahms... Não foram muitos. Foram poucos. Talvez seja assim mesmo. De tempos em tempos ele deva abrir sua exceção, deixar-se conquistar, compreender, domar. Enquanto isto ele continua me encantando e seduzindo tantos outros pela sua voz melancólica a continuar aquecendo-lhe junto aos braços. Escrito em 04/05/2004, Rouen, França.

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Estas esponjinhas as crianças

"Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas vinho novo em odres novos, e ambos se conservam" Mateus 9:17.

"E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus..." Mateus 18:3.

"Jesus Cristo, em sua Palavra, afirma que não se deita vinho novo em odre velho. Esta noite, vos apresento os mais novos odres que temos nesta igreja: nossas crianças.

Trabalhar com crianças é uma grande responsabilidade. Ensináveis, absorvem como esponjinhas e são atentas a tudo. Aqui estão promessas de grandes homens e mulheres de Deus, escolhidos desde o ventre. Amados, Jesus também nos afirma que, se não formos como elas, não poderemos entrar no reino dos céus.

Por quê? Porque o Evangelho da Salvação são Boas-Novas... e como receberemos Boas-Novas se nos tornarmos como odres velhos? E porque elas são odres novos, esta geração tem o potencial de alcançar muito mais além daquilo que nós mesmos alcançamos" Ministração sobre crianças, 19/04/2009.

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